No curso de Fluência em IA da Anthropic, uma ideia chama a atenção: as pessoas interagem com a IA de três formas diferentes, e cada uma serve a um tipo de problema. Resumimos as três com as nossas palavras e com exemplos que você pode testar neste site.
1. Automação: você diz, a IA faz
Você define a tarefa e o resultado esperado, e a IA executa: resumir um documento, redigir um e-mail, preencher um cadastro. Funciona muito bem quando o resultado está claro desde o início.
No site: a navegação por voz. Você diz "projetos" ou "preencher formulário", e o site executa o comando. As ações são fixas e previsíveis, e usam só os recursos de voz do próprio navegador.
2. Colaboração: a IA como parceira de raciocínio
Aqui a IA não recebe uma ordem fechada. Você e ela trocam ideias, testam alternativas e refinam uma solução juntos, como numa conversa com um colega. É o modo certo quando a resposta não é óbvia e ainda é preciso explorar o problema.
Na prática: comparar formas de redesenhar um processo, pensar nos riscos de uma automação ou organizar o raciocínio antes de uma decisão. A IA não decide por você; ela ajuda você a decidir melhor.
3. Agência: a IA trabalha em seu nome
Em vez de dar instruções a cada passo, você define o que a IA sabe e como ela deve se comportar, e ela age sozinha diante de cada situação nova. Você deixa de ser o roteirista que escreve cada fala e passa a ser o diretor que define a visão.
No site: o iNoveTech, o nosso agente de IA. Ninguém escreveu antes a resposta para cada pergunta possível. Nós definimos o conhecimento (serviços, projetos, páginas) e as regras (por exemplo, não inventar números nem prometer prazos), e ele monta cada resposta na hora.
Qual escolher?
Nenhuma é melhor que as outras: elas resolvem problemas diferentes, e um mesmo projeto pode usar as três. Um sistema de atendimento, por exemplo, pode automatizar o cadastro, ajudar a equipe a analisar casos difíceis e ter um agente que responde clientes fora do horário.
- Tarefa repetitiva com resultado claro: comece pela automação.
- Problema aberto, que precisa de análise: use a IA como parceira.
- Atendimento ou rotina que precisa responder sozinha a situações variadas: considere um agente, com regras e limites bem definidos.
Escolher o modo certo é o primeiro passo de um bom projeto de IA, e é por onde começa a nossa consultoria.
Alberto Araújo é fundador da i92.tech e trabalha com IA aplicada, IoT e sistemas industriais há mais de 10 anos.
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