IoT e indústria

Máquina parada: o problema não é só consertar, é saber que parou

Um aviso que sai da máquina e chega ao pulso do técnico reduziu de 30 para 5 minutos o tempo até o atendimento começar.

Alberto Araújo · · 2 min de leitura

Técnico com smartwatch recebendo o aviso de parada de uma máquina na linha de produção
Imagem ilustrativa

Em uma linha de produção, cada minuto de máquina parada custa produção perdida. O conserto costuma ser rápido. O tempo que mais pesa é o que vem antes: alguém perceber a parada, avisar a manutenção, o técnico entender o problema e chegar até a máquina.

Em um dos nossos projetos, esse caminho levava 30 minutos.

O que fizemos

Criamos um aviso de parada com IoT, com três formas de disparo:

  • Botão junto à máquina, acionado pelo operador.
  • Sensor, que detecta a parada sozinho.
  • Aplicativo, para quem estiver com o celular ou o tablet.

O aviso chega direto ao smartwatch dos técnicos, que já sabem qual é o problema antes de sair. Um painel em tempo real acompanha cada atendimento.

O resultado

Segundo o cliente, o tempo para o técnico chegar à máquina caiu de 30 para 5 minutos.

Teve um ganho que não aparece nesse número: como o técnico já sabe o problema antes de sair, ele leva a peça certa, e a máquina fica parada o menor tempo possível.

Por que isso é Indústria 4.0 na prática

Indústria 4.0 não precisa começar com um projeto grande. Muitas vezes começa com uma pergunta simples: qual informação está chegando tarde a quem decide? Aqui, era o aviso de parada. Com sensores, um relógio no pulso e um painel, a informação passou a chegar na hora.

Esse tipo de solução funciona em qualquer linha com paradas frequentes: montagem, embalagem, injeção ou usinagem. O primeiro passo é medir o tempo atual entre a parada e a chegada do técnico. Esse número vira a métrica de sucesso do projeto.

Quer medir isso na sua linha?

Começamos por um diagnóstico e por uma prova de conceito curta, com a métrica de sucesso combinada por escrito antes de começar. Atendemos indústrias em Curitiba e no Polo Industrial de Manaus.

O nome do cliente foi omitido por sigilo. O resultado foi informado pelo próprio cliente.

Alberto Araújo é fundador da i92.tech e trabalha com IA aplicada, IoT e sistemas industriais há mais de 10 anos.

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